Apresentação


O ÁFRICA BRASIL - V ENCONTRO INTERNACIONAL DE LITERATURAS, HISTÓRIAS E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E AFRICANAS DA UESPI; I ENCONTRO INTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE; VII COLÓQUIO DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA e IV SALÃO DO LIVRO UNIVERSITÁRIO DA UESPI a se realizarem nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 2017, na Universidade Estadual do Piauí, Campus Poeta Torquato Neto, Teresina, Piauí, Brasil, proporcionarão momentos de reflexão sobre narrativas e cidadania, no âmbito dos estudos interdisciplinares no que tange às áreas de literatura, cultura e história. O contexto acadêmico, social e político brasileiro atual clama por reorientações teórico-reflexivas, a fim de enfrentarmos os entraves que se apresentam, em razão das imposições de novos modelos educacionais. Com as novas medidas que se anunciam como retrocessos, por exemplo, na exclusão da disciplina História no ensino brasileiro, deve-se se opor ao desmantelamento das áreas de humanas, reativando a importância do estudo da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena. O ÁFRICA BRASIL 2017 se justifica pela necessidade de discussão e reflexão diante das novas demandas educacionais, levando em conta a legislação vigente, a saber: a Lei de Diretrizes e Base de Educação Brasileira – LDB/9.394/96, nos Artigos 26-A e 79-B, alterada pelas Leis Federais 10.639/03 e 11.645/2008. A Lei Nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, ato promulgado pela Presidência da República do Brasil. O ÁFRICA BRASIL 2017, sob o tema Narrativas e Cidadania, projeta a importância dos estudos literários, uma vez que narrativizar o mundo é próprio dos(as) literatos (as), historiadores (as), contadores (as) de história e demais sujeitos, na esteira de Homi Bhabha, Gayatri Spivak, Achile Mbembe, Kwame Anthony Appiah, Valentim Yves Mudimbe, Jan Vansina, Joseph Ki-Berbo, A. Hampaté Bá, Carlos Moore, Kabengele Munanga, Angela Davis, Lélia Gonzales, Sueli Carneiro, Eduardo de Assis Duarte, Cuti, Conceição Evaristo, Elio Ferreira e tantos outros (as) teóricos (as) e/ ou pesquisadores (as) africanos (as) e afro-brasileiros (as).

Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza
Coordenação Geral


Coordenação Geral do Evento

  • Elio Ferreira de Souza - UESPI / Presidente

Comissão Organizadora

  • Ailma do Nascimento Silva - UESPI
  • Alcebíades Costa Filho - UESPI/UEMA
  • Alcione Correa Alves - UFPI
  • Assunção de Maria Sousa e Silva - UESPI/UFPI
  • Bárbara Olímpio Ramos de Melo - UESPI
  • Cláudio Rodrigues de Melo - UESPI/SEDUC/PI
  • Cristiana Costa da Rocha - UESPI
  • Demócrito de Oliveira Lins - UESPI
  • Derivaldo dos Santos - UFRN
  • Diógenes Buenos Ayres - UESPI
  • Domingos de Sousa Machado - UESPI
  • Elisabeth Nery de Carvalho Batista - UESPI
  • Fabrício Fernandes Flores - UESPI
  • Feliciano Jose Bezerra Filho - UESPI
  • Francira Pereira Ricarte (Teresina, voluntária)
  • Francisco Antônio de Vasconcelos- UESPI
  • Francisco Chagas de Oliveira Atanásio Júnior - UESPI
  • Francisco Coelho Filho (Teresina, voluntário)
  • Franklin Oliveira Silva - UESPI
  • Geraldo Eduardo da Luz Júnior - UESPI
  • Harlon Homem de Lacerda Sousa - UESPI
  • Hugo Lenes Menezes - IFPI
  • Iraneide Soares da Silva - UESPI
  • Jose da Cruz Bispo de Miranda - UESPI
  • Joselita Isabel de Jesus - UESPI
  • Josinaldo Oliveira dos Santos - UESPI
  • Laura Torres de Alencar Neta - UESPI
  • Lilian Raquel de Sousa Castro - UESPI
  • Lucineide Barros Medeiros - UESPI
  • Márcia Evelin (Teresina, voluntária)
  • Margareth Torres de Alencar Costa - UESPI
  • Marivaldo de Oliveira Mendes - UESPI
  • Nilson Macedo Mendes Junior - IFPI
  • Pedro Rodrigues Magalhães Neto - UESPI
  • Raimunda Celestina Mendes da Silva - UESPI
  • Raimundo Dutra de Araújo - UESPI
  • Raimundo Isídio de Sousa - UESPI
  • Raimundo Silvino do Carmo Filho - SEDUC/MA
  • Robson Carlos da Silva - UESPI
  • Robson Raimundo Silva Pereira - UESPI
  • Rosilda Alves Bezerra - UEPB
  • Ruimar Batista (Teresina, voluntário)
  • Sebastião Alves Teixeira Lopes - UFPI
  • Shenna Luíssa Motta Rocha - UESPI
  • Silvana Maria Calixto de Lima - UESPI
  • Silvana Maria Lima dos Santos - UESPI
  • Silvana Maria Pantoja dos Santos - UESPI
  • Tania Maria de Araújo Lima - UFRN
  • Túlio Henrique Pereira - UFPI
  • Waldirene Alves Lopes da Silva - UESPI

Discentes:

  • Alicia Dandara T. de S. Santos
  • Ana Carusa Pires de Araújo
  • Aracelli Maria Alves Silva
  • Caio César Viana de Almeida
  • Jeane Virgínia Costa Nascimento
  • Juliana Alves de Sousa
  • Marcos Antonio B. de Araujo
  • Mariano Gomes dos S. de Abreu
  • Michel Augusto C. da Silva
  • Paulo de Sousa Silva Junior
  • Samuel Campelo dos Santos
  • Wilany Alves Barros do Carmo

Comissão Científica

  • Alcione Correa Alves - UFPI
  • Assunção de Maria Sousa e Silva - UESPI
  • Bas’ilele Malomalo - UNILAB/CE
  • Carlos Benedito Rodrigues da Silva - UEMA
  • Derivaldo dos Santos - UFRN
  • Denise Maria Botelho - UFRPE
  • Elio Ferreira de Souza - UESPI
  • Francisco Antonio de Vasconcelos - UESPI
  • Francis Musa Boakari - UFPI
  • Franklin Oliveira Silva - UESPI
  • Iraneide Soares da Silva - UESPI
  • Kabengele Munanga - USP
  • Lucineide Barros Medeiros - UESPI
  • Maria Nazareth Soares Fonseca - PUC/MG
  • Rosilda Alves Bezerra - UEPB
  • Savio Roberto Fonseca de Freitas - URPE
  • Sebastião Alves Teixeira Lopes - UFPI
  • Tania Maria de Araújo Lima - UFRN
  • Túlio Henrique Pereira - UFPI

22, 23 e 24 de novembro de 2017

 

Programação Provisória


08h às 17h

CREDENCIAMENTO

Auditório do Pirajá - Reitoria (Campus Poeta Torquato Neto da Universidade Estadual do Piauí)

14h às 17h30

Simpósios Temáticos

Minicursos

Oficinas

Rodas de Conversa

18h às 20h

SOLENIDADE E CONFERÊNCIA DE ABERTURA

Profa. Dra. Conceição Lima - Escritora e jornalista (São Tomé e Príncipe)

08h às 10h

MESA REDONDA 01
LITERATURA E CRÍTICA AFRO-BRASILEIRA

Profa. Dra. Maria Nazareth Fonseca (PUC/MINAS)
Escritor Oswaldo de Camargo (São Paulo)
Debatedor: Prof. Dr. Feliciano José Bezerra Filho

MESA REDONDA 02
CLÓVIS MOURA: HISTÓRIA SOCIAL DOS QUILOMBOS

Prof. Dr. Pedro Pio Fontenele Filho (UESPI)
Prof. Msc. Cláudio Melo (NEPA/UESPI / SEDUC)
Sr. Arnaldo de Lima (Liderança quilombola Custaneira, Piauí)
Dona Maria Idelsuíta (Liderança Mimbó, Piauí)
Debatedora: Profa. Dra. Cristiana Costa da Rocha (UESPI)

MESA REDONDA 03
MANDU LADINO: TRABALHO E RESISTÊNCIA DOS POVOS ORIGINÁRIOS NO PIAUÍ E NO BRASIL

Dona Francisca Cariri (Liderança Indígena, Piauí)
Sr. Henrique Tabajara (Liderança Indígena, Piauí)
Coord.: Doutoranda Alíria Wiuira, UFJF (Indígena Guajajara, Grajaú / MA)

MESA REDONDA 04
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA

Ikechukwu Sunday Nkeechi - Sunny (Nigéria, escritor, contos infantojuvenis)
Profa. Msc. Márcia Evelin (Escritora e Contadora de História)
Coord.: Profa. Dra. Raimunda Celestina (NEPA/UESPI)

10h às 12h

MESA REDONDA 05
CULTURAS DOS POVOS ORIGINÁRIOS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE

Prof. Dra. Elvira Espejo Ayca (Nação Aymara, Bolívia)
Prof. Dr. Gersem Baniwa (UFAM, Indígena e Antropólogo)
Profa. Dra. Maria das Graças Ferreira Graúna (UPE, Indígena Potiguara/RN)
Coord.: Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira (UFPI, Presidente da ADHILAC/Brasil)

MESA REDONDA 06
ESCRITORAS NEGRAS NO SÉCULO XXI

Escritora Cidinha da Silva (São Paulo)
Escritora Esmeralda Ribeiro (Cadernos Negros, São Paulo)
Escritora Conceição Lima (São Tomé e Príncipe)
Coord. Profa. Dra. Assunção de Maria Sousa e Silva (NEPA/UESPI)

MESA REDONDA 07
NARRATIVAS DA ESCRAVIDÃO NEGRA: TRABALHO, CULTURA E RESISTÊNCIA DA PESSOA NEGRA NA DIÁSPORA AFRICANA

Prof. Dr. Carlos Benedito Rodrigues da Silva (NEAB/UFMA)
Profa. Dra. Joelma Rodrigues da Silva (UnB)
Prof. Dr. Eurípedes Funes (UFC)
Prof. Dr. Alcebíades Costa Filho (UESPI / UEMA)
Debatedora: Profa. Dra. Iraneide Soares da Silva (NEPA/UESPI)

14h às 18h

Simpósios Temáticos

Minicursos

Oficinas

Oficina Afro-Contação

Rodas de Conversa

18h às 21h

ENCONTRO COM ESCRITORES E ESCRITORAS
Roda de Poesia & Tambores
Lançamento de Livros

08h às 10h

MESA REDONDA 08
LITERATURAS AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRA EM FOCO

Dr. Wellington Marçal de Carvalho (Biblioteca UFMG)
Dr. Natalino da Silva de Oliveira (IF SUDESTE MG)
Dra. Lilian Paula Serra e Deus (IF NORTE MG)
Profa. Dra. Irineia Lino Cesário (Fortium/DF)
Coord.: Dra. Roberta Maria Ferreira Alves (UFVJM, Diamantina/MG)

MESA REDONDA 09
ESPERANÇA GARCIA E A LUTA POR DIREITOS: O RECONHECIMENTO SIMBÓLICO COMO ADVOGADA PELA OAB PIAUÍ

Profa. Dra. Maria Sueli Rodrigues de Sousa (IFARADÁ/UFPI)
Prof. Dr. Mairton Celestino da Silva (IFARADÁ/UFPI)
Profa. Doutoranda Francisca Raquel da Costa (IFPI)
Coord.: Prof. Dr. José da Cruz Bispo de Miranda (NEPA/UESPI)

MESA REDONDA 10
AFROLIC E OS ESTUDOS DE LITERATURAS AFRICANAS NO BRASIL

Prof. Dr. Sávio Roberto de Freitas (UFRPE)
Prof. Dra. Rosilda Alves Bezerra (UEPB)
Coord.: Prof. Dr. Derivaldo dos Santos (UFRN)

MESA REDONDA 11
MULHERES NEGRAS: HISTÓRIA DE RESISTENCIA E LUTA FEMINISMOS E FEMINISMO NEGRO EM DEBATE

Profa. Dra. Joselina da Silva (UFRRJ)
Lara Danuta S. A. Gomes (AYABÁS)
Marinalva Santana (Grupo Matizes)
Profa. Msc. Luciana Farias (IFPI)
Coord.: Profa. Dra. Shara Jane (UFPI)

14h às 18h

MESA REDONDA 12
A LEGISLAÇÃO ANTI-RACISTA E OS DILEMAS DO ENSINO BRASILEIRO

Profa. Dra. Ana Beatriz Gomes (UFPI)
Prof. Dr. Francis Musa Boakari (UFPI)
Prof. Dr. Guimes Rodrigues Filho (UFU)
Profa. Dra. Lucineide Barros Medeiros (UESPI)
Prof. Msc. Robson Raimundo Silva Pereira (UESPI)
Coord.: Prof. Dr. Robson Carlos da Silva (UESPI)

MESA REDONDA 13
CENTENÁRIO DE JÚLIO ROMÃO DA SILVA

Prof. Ací Campelo (Escritor e dramaturgo, Piauí)
Francisco Pelé (Ator e dramaturgo, Piauí)
Prof. Herculano de Morais (Escritor, Academia Piauiense de Letras)
Prof. Dr. Nelson Nery Costa (Escritor, Presidente da Academia Piauiense de Letras)
João Vasconcelos (Ator, Diretor do Teatro 4 de Setembro, Piauí)
Coord.: Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza (NEPA/UESPI)

MESA REDONDA 14
FILOSOFIA AFRICANA

Prof. Dr. Jean Bosco Kakozi Kashinde (UNILA; Congo)
Prof. Dr. Bas’Ilele Malomalo (UNILAB/CE; Congo)
Prof. Dr. Tomás de Aquino (UNILAB/CE; Moçambique)
Coord.: Prof. Dr. Francisco Antônio Vasconcelos (NEPA/UESPI)

MESA REDONDA 15
EDUCAÇÃO INFANTOJUVENIL ÁFRICA: BERÇO DA CIÊNCIA/TECNOLOGIA

Prof. Dr. Gustavo Montgomery Bonfim Castro (UESPI)
Prof. Dr. Bas’Ilele Malomalo (UNILAB/CE; Congo)
Prof. Dr. Tomás de Aquino (UNILAB/CE; Moçambique)
Coord.: Profa. Msc.. Lilyam Raquel (NEPA/UESPI)

18h às 21h

CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO
Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP, São Paulo)
LANÇAMENTO DE LIVROS
PESSOAS HOMENAGEADAS NO ÂMBITO DO EVENTO
Clóvis Moura
Esperança Garcia
Júlio Romão
Mandu Ladino
Pai Oscar de Oxalá
Valcirana Maia

 

Palestrantes

CONCEIÇÃO LIMA

CONCEIÇÃO LIMA

ESCRITORA E JORNALISTA, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
PROF. DR. KABENGELE MUNANGA

PROF. DR. KABENGELE MUNANGA

USP, SÃO PAULO
OSWALDO DE CAMARGO

OSWALDO DE CAMARGO

ESCRITOR E JORNALISTA, SÃO PAULO
PROF. DRA. ELVIRA ESPEJO AYCA

PROF. DRA. ELVIRA ESPEJO AYCA

NAÇÃO AYMARA, BOLÍVIA
SUNNY (IKECHUKWU SUNDAY NKEECHI)

SUNNY (IKECHUKWU SUNDAY NKEECHI)

ESCRITOR, NIGÉRIA
PROF. DR. GERSEM BANIWA

PROF. DR. GERSEM BANIWA

UFAM, INDÍGENA E ANTROPÓLOGO
PROFA. DRA. MARIA NAZARETH FONSECA

PROFA. DRA. MARIA NAZARETH FONSECA

PUC MINAS
CIDINHA DA SILVA

CIDINHA DA SILVA

ESCRITORA, SÃO PAULO
ESMERALDA RIBEIRO

ESMERALDA RIBEIRO

ESCRITORA, CADERNOS NEGROS, SÃO PAULO
PROFA. DRA. MARIA DAS GRAÇAS FERREIRA GRAÚNA

PROFA. DRA. MARIA DAS GRAÇAS FERREIRA GRAÚNA

UPE, INDÍGENA POTIGUARA-RN
PROFA. DRA. ROSILDA ALVES BEZERRA

PROFA. DRA. ROSILDA ALVES BEZERRA

UEPB
PROF. DR. BAS'ILELE MALOMALO

PROF. DR. BAS'ILELE MALOMALO

UNILAB/CE, CONGO
PROF. ACÍ CAMPELO

PROF. ACÍ CAMPELO

ESCRITOR E DRAMATURGO, PIAUÍ
PROF. DR. ADELMIR FIABANI

PROF. DR. ADELMIR FIABANI

UFFS
PROF. DR. ALCEBÍADES COSTA FILHO

PROF. DR. ALCEBÍADES COSTA FILHO

UESPI/UEMA
PROF. DR. ALCIONE CORREA ALVES

PROF. DR. ALCIONE CORREA ALVES

UFPI
PROFA. DRA. ANA BEATRIZ GOMES

PROFA. DRA. ANA BEATRIZ GOMES

UFPI
PROFA. DRA. ASSUNÇÃO DE MARIA SOUSA E SILVA

PROFA. DRA. ASSUNÇÃO DE MARIA SOUSA E SILVA

UESPI/UFPI
PROF. DR. CARLOS BENEDITO RODRIGUES DA SILVA

PROF. DR. CARLOS BENEDITO RODRIGUES DA SILVA

UFMA
PROF. MSC. CLÁUDIO RODRIGUES DE MELO

PROF. MSC. CLÁUDIO RODRIGUES DE MELO

UESPI
PROFA. DRA. DENISE MARIA BOTELHO

PROFA. DRA. DENISE MARIA BOTELHO

UFRPE
PROF. DR. ELIO FERREIRA

PROF. DR. ELIO FERREIRA

UESPI
PROF. DR. EURÍPEDES FUNES

PROF. DR. EURÍPEDES FUNES

UFC
PROF DR. FELICIANO JOSÉ BEZERRA

PROF DR. FELICIANO JOSÉ BEZERRA

UESPI
PROF. DR. FRANCIS MUSA BOAKARI

PROF. DR. FRANCIS MUSA BOAKARI

UFPI
SRA. FRANCISCA CARIRI

SRA. FRANCISCA CARIRI

LIDERANÇA INDÍGENA, PIAUÍ
PROFA. DRA. FRANCISCA RAQUEL DA COSTA

PROFA. DRA. FRANCISCA RAQUEL DA COSTA

IFPI
FRANCISCO PELÉ

FRANCISCO PELÉ

ATOR E DRAMATURGO, PIAUÍ
PROF. DR. GUIMES RODRIGUES FILHO

PROF. DR. GUIMES RODRIGUES FILHO

UFU
SR. HENRIQUE TABAJARA

SR. HENRIQUE TABAJARA

LIDERANÇA INDÍGENA, PIAUÍ
PROF. HERCULANO DE MORAIS

PROF. HERCULANO DE MORAIS

ESCRITOR, ACADEMIA PIAUIENSE DE LETRAS
PROFA. DRA. IRANEIDE SOARES DA SILVA

PROFA. DRA. IRANEIDE SOARES DA SILVA

UESPI
PROFA. DRA. IRINEIA LINO CESÁRIO

PROFA. DRA. IRINEIA LINO CESÁRIO

FORTIUM - DF
PROF. DR. JEAN-BOSCO KAKOZI KASHINDI

PROF. DR. JEAN-BOSCO KAKOZI KASHINDI

UNILA
JOÃO VASCONCELOS

JOÃO VASCONCELOS

ATOR, DIRETOR DO TEATRO 4 DE SETEMBRO, PIAUÍ
PROFA. DRA. JOELMA RODRIGUES DA SILVA

PROFA. DRA. JOELMA RODRIGUES DA SILVA

UNB
PROF. DR. JOSÉ DA CRUZ BISPO DE MIRANDA

PROF. DR. JOSÉ DA CRUZ BISPO DE MIRANDA

UESPI
PROFA. DRA. JOSELINA DA SILVA

PROFA. DRA. JOSELINA DA SILVA

UFRRJ
LARA DANUTA

LARA DANUTA

 
PROFA. DRA. LILIAN PAULA SERRA E DEUS

PROFA. DRA. LILIAN PAULA SERRA E DEUS

IF NORTE MG
PROFA. MSC. LUCIANA FARIAS

PROFA. MSC. LUCIANA FARIAS

IFPI
PROFA. DRA. LUCINEIDE BARROS MEDEIROS

PROFA. DRA. LUCINEIDE BARROS MEDEIROS

UESPI
PROF. DR. MAIRTON CELESTINO DA SILVA

PROF. DR. MAIRTON CELESTINO DA SILVA

IFARADÁUFPI
PROFA. DRA. MARIA SUELI RODRIGUES DE SOUSA

PROFA. DRA. MARIA SUELI RODRIGUES DE SOUSA

IFARADÁUFPI
MARINALVA SANTANA

MARINALVA SANTANA

GRUPO MATIZES
MARLEIDE LINS

MARLEIDE LINS

ESCRITORA
DR. NATALINO DA SILVA DE OLIVEIRA

DR. NATALINO DA SILVA DE OLIVEIRA

IF SUDESTE MG
PROF. DR. NELSON NERY COSTA

PROF. DR. NELSON NERY COSTA

ESCRITOR, PRESIDENTE DA ACADEMIA PIAUIENSE DE LETR
PROF. DR. DERIVALDO DOS SANTOS

PROF. DR. DERIVALDO DOS SANTOS

UFRN
PROF. DR. GUSTAVO MONTGOMERY BONFIM CASTRO

PROF. DR. GUSTAVO MONTGOMERY BONFIM CASTRO

UESPI
PROFA. DRA. RAIMUNDA CELESTINA

PROFA. DRA. RAIMUNDA CELESTINA

UESPI
PROFA. DRA. ROBERTA MARIA FERREIRA ALVES

PROFA. DRA. ROBERTA MARIA FERREIRA ALVES

UFVJM, DIAMANTINA-MG
PROF. DR. ROBSON CARLOS DA SILVA

PROF. DR. ROBSON CARLOS DA SILVA

UESPI
RUIMAR BATISTA

RUIMAR BATISTA

 
PROF. DR. SÁVIO ROBERTO FONSÊCA DE FREITAS

PROF. DR. SÁVIO ROBERTO FONSÊCA DE FREITAS

UFRPE
PROF. DR. SEBASTIÃO ALVES TEIXEIRA LOPES

PROF. DR. SEBASTIÃO ALVES TEIXEIRA LOPES

UFPI/ADHILAC-BRASIL
PROFA. DRA. SHARA JANE

PROFA. DRA. SHARA JANE

UFPI
PROF. DR. SOLIMAR OLIVEIRA LIMA

PROF. DR. SOLIMAR OLIVEIRA LIMA

UFPI
DR. WELLINGTON MARÇAL DE CARVALHO

DR. WELLINGTON MARÇAL DE CARVALHO

BIBLIOTECA UFMG
 

Simpósios


Instruções para Submissão
Simpósios Temáticos

Período para submissão de Simpósios: 21/06 a 23/07/2017 Inscrições prorrogadas para submissões até 06/08/2017;

Cada Simpósio comportará até 02 (dois) coordenadores de instituições distintas, portadores do título de Doutor, que serão isentos da taxa de Inscrição;

As propostas para os Simpósios temáticos devem conter entre 300 a 500 palavras, com 3 a 5 palavras-chave. As propostas devem ser enviadas para o e-mail: afrabra2017resumo@gmail.com;

Os Simpósios propostos serão avaliados pela Comissão Científica do ÁFRICA BRASIL 2017 e, uma vez aprovados, integrarão a Programação do V Encontro. Após o recebimento da Carta de Aceite, os Coordenadores receberão um link para a inscrição e cadastro no evento;

Após o encerramento do período para a submissão das propostas de Simpósios e divulgada a relação dos aprovados, serão abertas as inscrições de Comunicações Orais para os Simpósios;

Cada Simpósio temático funcionará com o mínimo de 10 (dez) e máximo de 30 (trinta) apresentações, distribuídas entre os dias 22 e 23 de novembro de 2017;

Os Coordenadores dos Simpósios serão responsáveis pela seleção dos trabalhos submetidos aos Simpósios temáticos.


Simpósios Selecionados

Coordenador:
Dr. Adelmir Fiabani (Universidade Federal de Fronteira do Sul - UFFS - Curso de Medicina - Passo Fundo)
Profa. Dra. Carmélia Aparecida Silva Miranda - UNEB
Resumo:
Quilombos, quilombolas, comunidades remanescentes: história, cultura, religiosidade e educação. Desde que desembarcaram os primeiros trabalhadores escravizados no Brasil, ocorreram as fugas e, consequentemente, formaram-se os quilombos. Forma de resistência à escravidão, os quilombos transformaram-se em enclaves de liberdade dentro da ordem escravista. A historiografia não precisou quantos quilombos existiram no Brasil, sabe-se que foram muitos e várias comunidades negras formaram-se após à escravidão. A Constituição Federal de 1988, por meio do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, garantiu às comunidades remanescentes de quilombo, o direito à titulação das suas terras e o Estado ficou responsável pela emissão dos títulos. Estima-se que existam mais de 4.500 comunidades remanescentes de quilombo no Brasil, a Fundação Cultural Palmares reconhece 2.494, destas, somente 165 foram tituladas, 1.525 processos foram abertos e estão parados por ato do atual governo. A Constituição Federal trouxe esperanças às comunidades negras, no entanto, o Estado não correspondeu à expectativa. Como vimos, menos de 10% das comunidades foram tituladas e já se passaram quase três décadas da existência da referida Lei. O Estado reconheceu o movimento social e disponibilizou algumas políticas públicas às comunidades, mas não equacionou o problema fundiário que é o objetivo primeiro do dispositivo constitucional. Não há como negar que as políticas públicas foram importantes para as comunidades, no entanto, nada se compara à regularização das terras. O fato de não titular as terras e deixar as comunidades expostas às ações dos grileiros, espertalhões, investidas do agronegócio, tem causado prejuízo, como o 'esvaziamento' do núcleo inicial, como consequência, o abandono das tradições, cultura, rituais e outros. Uma das políticas públicas realizadas pelo Estado refere-se à Educação Escolar Quilombola, que obriga às escolas das comunidades ou frequentadas por estudantes quilombolas, inserirem em seus currículos conteúdos sobre a história deste segmento social, mudança de metodologia no fazer pedagógico e valorização dos saberes das comunidades negras. No entanto, informações obtidas com integrantes das comunidades, pouco tem sido feito neste sentido. O momento atual é grave para todos os movimentos sociais, porém mais contundente para a população negra, mestiça, trabalhadora e pobre. Este Simpósio pretende discutir a questão "quilombola" sob diferentes perspectivas: história, cultura (saberes), religiosidade, organização social, papel da mulher, educação escolar quilombola, além de estabelecer debate sobre o quadro contemporâneo do movimento social, após os 'ataques' aos direitos sociais e individuais patrocinados pelos setores que dão sustentação ao atual governo. Estarão coordenando este simpósio os professores doutores Carmélia Miranda e Adelmir Fiabani, ambos com larga experiência em pesquisas nesta temática, com atuação em comunidades de todo Brasil.
Palavras-chave: Quilombolas. História. Cultura. Religiosidade. Gênero. Questão Fundiária. Educação.
Coordenador:
Prof. Dr. Bruno Pinheiro Rodrigues (Universidade Federal do Pará - UFPA - Faculdade de História do Campus de Bragança)
Resumo:
A presente proposta de Simpósio Temático visa contemplar pesquisas que tratam da literatura africana de língua portuguesa elaborada entre as décadas de 1950 à atualidade, especialmente àquelas que refletem o engajamento de escritores africanos nas lutas anticoloniais e processos de independência em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde e Moçambique. Nesse período, escritores como José Craveirinha, Agostinho Neto, Alda Espírito Santo, Mia Couto, Vasco Cabral, AbdulaiSilá, Pepetela, Ovídio Martins, entre outros, não somente participaram direta ou indiretamente das numerosas guerrilhas e grupos que levaram os países africanos lusófonos à emancipação política, mas também elaboraram extensa literatura que, por meio dos seus personagens, abordara temas como esperança, anticolonialismo e libertação, bem como desilusão e frustração com os rumos tomados após as lutas de emancipação. De uma ponta a outra do continente africano, é possível notar a busca incessante pelas raízes históricas e singularidades culturais, para formação da própria identidade nacional. Deste modo, a literatura que propomos analisar no presente Simpósio, participou diretamente da própria construção da identidade nacional e continental. Outrossim, vale salientar que este Simpósio objetiva somar esforços com as pesquisas e diferentes iniciativas que têm sido realizadas por todo o Brasil para o efetivo cumprimento do que dispõe a lei 10.639/2003, que determina a inserção da História e Cultura da África na grade curricular da educação básica, especialmente por meio da História, Literatura e Educação Artística. Entendemos ser a "literatura" uma especial ferramenta para concretização do que dispõe esta lei, pois além de sensibilizar, possibilita ao lugar da enunciação massas anônimas ou subalternizadas. Especificamente no campo das chamadas "História Cultural" e "Social", existe uma gama de pesquisas que foram desenvolvidas tomando a literatura como objeto de análise para o entendimento da sociedade e suas diferentes camadas. A título de exemplo, mencionamos dois estudos: "Cultura e Sociedade" de Raymond Williams (1969), e "O grande massacre dos gatos" de Robert Darton (1986). No primeiro estudo, a fim de compreender as transformações vivenciadas pela sociedade ocidental entre 1780 e 1950, Williams tece uma análise da obra literária de 40 autores, tais com William Blake, Orwell, Edmund Cobett, entre outros. Em meio aos vários termos e conceitos refletidos pelo autor, merecem realce as transformações em torno das ideias de democracia, cultura, classe social, indústria e arte. O estudo de Robert Darton, por sua vez, concentra-se na análise do universo mental dos "homens comuns" na França durante o século XVIII. Para tanto, elenca uma série de textos literários, com destaque a uma versão "primitiva" do Chapeuzinho vermelho. Em resumo, a análise da "esperança, anticolonialismo, libertação e desilusão" na literatura africana produzida a partir da década de 1950 proporcionará a necessária reflexão e conhecimentos sobre esta parte da África, mas, principalmente, oferecerá a oportunidade de analisar interdisciplinarmente o continente africano, congregando pesquisas que vem sendo realizadas nas áreas de história e literatura.
Palavras-Chave: Literatura africana em língua portuguesa. Libertação. África lusófona, História Cultural.
Coordenadores:
Profa. Dra. Francisca Verônica Cavalcante (Universidade Federal do Piauí - UFPI)
Profa. Dra. Joanice Conceição (Universidade Federal Fluminense - UFF)
Resumo:
O Simpósio Temático "RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS: intolerância religiosa, racismo e patrimônio cultural" problematiza as temáticas intolerância religiosa, racismo e patrimônio cultural como recorrentes em relatos de adeptos das religiões de matriz africana brasileira, bem como aparecem exploradas na mídia em nível (inter)nacional dadas as manifestações e expressões de violências. O objetivo principal do Simpósio é refletir, discutir e divulgar estudos, pesquisas desenvolvidas ou em desenvolvimento que investigam espaços religiosos de matriz africana no Brasil. Objetivamos ainda compreender os significados, representações de patrimônio cultural religioso para os participantes das religiões de matriz africana; investigar a importância dos lugares de práticas mágicas, rituais, cerimônias e cultos das religiões da umbanda e do candomblé para seus adeptos, por fim, conhecer os objetos utilizados nas práticas religiosas enfocando a dimensão da materialidade e imaterialidade no sentido do registro histórico, da memória dos adeptos, conhecer experiências de intolerância religiosa, de racismo vivenciado por adeptos de espaços religiosos afro-brasileiros. A proposta está ancorada em diálogos teóricos com os autores: Stuart Hall, HomiBabba, José Reginaldo Gonçalves, Regina Abreu, Oracy Nogueira, Teresinha Bernardo, Reginaldo Prandi, Vagner Gonçalves da Silva, Joanice Conceição, Roberto DaMatta, Gilberto Velho, dentre outros. Buscamos realizar interlocuções de conhecimentos nas áreas da antropologia, educação, psicologia, história, isto é, produções de conhecimentos interdisciplinares que articulam ações de pesquisa e proporcionam a consolidação de uma rede de pesquisadores de Núcleos de Estudos e pesquisas que abordam questões sobre crianças, adolescentes, jovens, Corpo, Saúde e Emoções gênero, raça, classe e performance. Vislumbra o diálogo de pesquisadores sobre racismo, intolerância religiosa e patrimônio cultural no Brasil e contribuir para o alargamento do conhecimento e ampliem a valorização do patrimônio cultural religioso afro-brasileiro.
Palavras-chave: Religiões de Matriz Africana. Intolerância Religiosa. Racismo. Patrimônio Cultural.
Coordenadores:
Prof. Dr. Francisco Antonio de Vasconcelos (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Prof. Dr. Bas’Ilele Malomalo (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB)
Prof. Dr. Luís Tomás Domingos (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB)
Resumo:
O presente simpósio tem por objetivo reunir trabalhos sobre a Filosofia Africana cujas pesquisas estão sendo desenvolvidas em Instituições de Ensino Superior (IES), sejam elas nacionais ou estrangeiras. Nossa intenção, com esse simpósio, é promover um fórum de discussões para tratar da Filosofia Africana, comênfase em novos temas e nas novas abordagens oriundas do interesse pelo pensamento produzido naquele continente. Vale ressaltar aqui o fato do Iluminismo, com suas ideias alimentadas pelo antropocentrismo (cujo modelo de homem é o europeu), propicia o surgimento da tese da negação antropológica aplicada ao africano. O que significa isso? Em poucas palavras: significa que, uma vez negada pelo europeu aos africanos e afrodescendentes a plena humanidade, segue como consequência a tese da incapacidade do africano de elaborar um pensar filosófico. Assim, no século XIX, temos a questão de saber se existe ou não uma filosofia africana. Esse foi um problema com o qual a própria filosofia teve de se confrontar. No século XX, entretanto, especialmente a partir da década de 1940, ganham espaço, dentro e fora da África, as principais correntes do pensamento filosófico elaborado por pensadores daquele continente. São exemplos disso a etnofilosofia, o modelo filosófico africano formal, a "carência" como origem da filosofia, a sagephilosophy (filosofia do sábio, a sagacidade), a filosofia Ubuntu, a filosofia de Bisoité, a filosofia política, dentre outras. Nesse período, registra-se os principais temas enfrentados pela filosofia, na África: democracia; cosmopolitismo; cultura; religião; vida ética; tecnologia; direitos humanos; identidade; o papel das línguas; descolonização conceitual, para citar apenas alguns. Dialogar com a filosofia produzida nesse continente é algo que trará, certamente, grandes benefícios para a epistemologia brasileira, sobretudo, para o pensamento filosófico em elaboração no Brasil. Nesse sentido, devemos ter presente dois elementos importantes: de um lado, do ponto de vista político e econômico, ambas as regiões são situadas como periféricas; de outro lado, a história que irmana África e Brasil.
Palavras-Chave: Pensamento filosófico. África e Brasil. descolonização conceitual.
Coordenadores:
Dra. Joelma Rodrigues da Silva (Universidade de Brasília - UnB)
Dr. Leandro Santos Bulhões de Jesus (Centro Universitário de Brasília - UniCEUB/DF)
Resumo:
É inegável a atuação das mulheres quilombolas na constituição e permanência de suas comunidades. Pesquisas têm mostrado que as ações dessas mulheres ultrapassam os limites dos papéis de gênero ditos "tradicionais". A adoção de perspectivas afrocentradas possibilitam-nos identificar a presença de matrizes africanas nas práticas cotidianas, nas memórias, na manutenção do território e na agência feminina. Entendemos que, embora o patriarcado e o machismo sejam facilmente encontrados nas comunidades quilombolas (como em toda a sociedade brasileira), podemos identificar elementos que denotam a permanência de tradições, práticas e posturas com origem nos matriarcados africanos, heranças das diásporas negras. Nesse sentido, os trabalhos de Cheik Anta Diop, Nah Dove, Molefi K. Asante, AmaMazama, Abdias Nascimento, Beatriz Nascimento, ReilandRabaka e OyèrónkéOryéwùmí são centrais para a elaboração de outras perspectivas sobre os lugares das mulheres nas comunidades quilombolas (nas Associações, na religiosidade, na saúde, educação, economia, etc). Isto porque as interpretações afrocêntricas insistem que os conhecimentos de matrizes eurocêntricas atuam como um colonizador das mentes das populações não-europeias gerando deslocamentos estratégicos, ou seja, fazendo com que as realidades sejam apreendidas pelo centro de outro grupo, fenômeno que pode produzir psiquês deslocadas, que não conseguem compreender o mundo e agir de modo a se contrapor aos discursos hegemônicos. A adoção de perspectivas afrocentradas permite verificar os papeis desempenhados por mulheres quilombolas, ressignificando-os, identificando autonomia e poder onde o feminismo euro-estadunidense - centrado no gênero - apontou somente opressão e exploração. Esperamos com esse simpósio visibilizar pesquisas e investigações que ampliem o conhecimento acerca das mulheres quilombolas, honrando sua atuação e presença no mundo. As discussões poderão incluir pessoas que fazem parte de movimentos sociais, pesquisadores/as e/ou profissionais de diversas áreas, como: pedagogia, serviço social, políticas públicas, saúde, filosofia, música, relações internacionais, direito, jornalismo, geografia, história, literatura, artes, entre outros possíveis.
Palavras-chave: Mulheres. Afrocentricidade. Quilombos. Resistência. Protagonismo feminino.
Coordenadores:
Profa. Dra. Lucirene da Silva Carvalho (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Profa. Dra. Maura Rejane Amaral Rodrigues Amorim (Universidade Estadual do Maranhão - UEMA)
Profa. Dra. Ailma do Nascimento Silva (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Resumo:
A constituição da língua portuguesa falada no Brasil pode ter origem no contato linguístico entre diversas etnias representadas por portugueses, indígenas, africanos e imigrantes ou ser resultado da deriva interna à própria estrutura da língua. Desse modo, a vinda dos negros da África no Brasil Colônia trouxe uma importante contribuição do continente na formação do que podemos chamar hoje português brasileiro (PB). Muitas palavras que hoje estão no dicionário são usadas em comum sentido tanto aqui como em Angola, um reflexo da forte ligação linguística. A vinda dos negros africanos como escravos foi um marco histórico brasileiro, sobretudo do século XVI. Apesar das precárias condições da escravidão, os povos traficados jamais deixaram de lado a herança cultural do seu povo. Entre os principais grupos que vieram para o continente americano estavam os bantus e os sudaneses. O povo bantu foi o primeiro a fazer a viagem no tráfico transatlântico. Dos vários dialetos existentes pela África, os que tiveram maior impacto no Brasil foram o quimbundo, o quicongo e o umbundo. Por isso, podemos observar no dicionário brasileiro e na própria que falamos uma variedade de termos que usamos em nosso dia a dia, sem termos a noção de sua origem africana, que são mais especificamente do grupo bantu. Entre os exemplos podemos encontrar no nosso léxico, palavras como: cachaça, cachimbo, caçula, canga, capanga, carimbó, cochilar, dengo, fubá, gibi, macaco, maconha, macumba, miçanga, moleque, quitanda, quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó, cambada etc. É importante termos a consciência de que a África é uma das responsáveis pelo português que temos hoje no Brasil. Um idioma rico e variado, originado de vários povos e que conquistou sua identidade única por conta da forte miscigenação linguística. Nesse aspecto, este simpósio tem como objetivo geral discutir a influência da língua africana na língua portuguesa, propondo também uma discussão sobre a relação dessa influência no ensino de língua materna, no qual se buscará debater, também, de que modo e como se discute essas e outras questões em sala de aula. Portanto, serão aceitos trabalhos sobre a discussão da influência ou não dos africanismos dentro da sala de aula, observando se essas questões são ou não discutidas, visto tratar-se de língua falada por escravos, que na época do Brasil colônia não tinha muita valia, servindo estes apenas como "mão de obra barata" e escravizada, tendo sido considerados, muitas vezes, cidadãos de segunda classe, ou seja, não pertencente a nenhuma classe social. Portanto, essas e outras questões podem ser abordadas, sobretudo aquelas em que se discute a entrada de vocábulos dasLínguas Africanas na Formação da Língua Portuguesa no Brasil.
Palavras-chave:Influência africana. Língua Portuguesa. Ensino.
Coordenadores:
Profa. Dra. Paula Santana (Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE-UAST)
Prof. Dr. Janssen Felipe (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE/CAA)
Resumo:
Esta proposta de simpósio busca articular um espaço de diálogo entre experiências de pesquisa e práticas educativas, evidenciando os desafios e as potências da educação intercultural a partir de abordagens teóricas e metodológicas transdisciplinares e contra-hegemônicas. Assim, abre-se vereda para relatos que perpassem os seguintes eixos: Problemática da educação intercultural em relação às desigualdades sociais (classe, gênero, sexualidade, raça, etnicidade); Experiências formativas escolares e não escolares entre povos indígenas Racismo e violência epistêmica; Assimetrias de poder em práticas pedagógicas; Contribuições das epistemologias do sul Políticas e práticas cotidianas em torno da educação intercultural; Interculturalidade, etnossaberes e pedagogia decolonial; Interlocuções entre cosmopolíticas ameríndias e educação intercultural; Diálogos entre as epistemologias feministas e a interculturalidade; Interculturalidade e seus planos de políticas nacionais e locais; Estado atual da educação intercultural em territórios urbanos e/ou rurais; Participação de professores indígenas, comunidade e organizações sociais em contextos educativos escolares e não escolares; Pluralidade linguística, políticas educativas e linguísticas interculturais; Sociabilidade e socialização em contextos educativos interculturais; Processos de identificação étnico-raciais, instituições educativas e produçãopolítico-cultural; Memória, tradição e desafios da etnogênese para a educação intercultural; Articulação entre subjetividades, sociedades e culturas em contextos educativos.
Palavras-chave:Educação intercultural. Epistemologias do sul. Povos indígenas.
Coordenadores:
Profa. Dra. Maria do Socorro Carvalho (Universidade Estadual do Maranhão - UEMA)
Profa. Dra. Raimunda Celestina Mendes da Silva (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Resumo:
A proposta deste Simpósio é aprofundar a discussão sobre obras literárias que problematizam a questão da personagem negra no que se refere à memória, a identidade, a ficção e a história. A história brasileira tem sido tematizada por muitos ficcionistas engajados em um duplo propósito: produzir uma obra literária e manter a memória de fatos ocorridos em alguns períodos históricos, enunciando-os a partir de uma perspectiva não oficial, sem compromisso com a “verdade histórica”, mas a marca apresentada do ponto de vista de uma personagem ou do narrador. O debate sobre a memória nessas obras é relevante, pois serve de mecanismo de resgate dos fatos que constituem o substrato histórico. E na ficção, na literatura, a memória, a identidade, a história formam a diegese por meio de relatos, mobilizando personagens em eventos transcorridos no passado próximo ou longínquo, no sentido de manter os vínculos passado/presente/futuro. Essas áreas do conhecimento, particularmente, história e ficção discutem como historiadores e como ficcionistas, reorganizam diferentes versões do passado, uma vez que a liberdade e o projeto artístico de cada escritor, principalmente o ficcionista, particularizam sua obra literária, enquanto o historiador apresenta os fatos históricos baseados em fontes documentais. Assim, neste Simpósio, examina-se como essa interdisciplinaridade, em torno da memória, identidade, história e ficção são tratadas em trabalhos de pesquisadores brasileiros ou estrangeiros, discutindo-os à luz de pressupostos de teóricos que lidam com os temas em destaque, como CERTEAU (2008), LE GOFF (1996), HALL (2002), WHITE (2001), BOSI (1979), LIMA (2006) dentre outros.
Palavras-Chave: Memória. História. Romance brasileiro. Ficção.
Coordenador:
Prof. Dr. Ricardo Matheus Benedicto (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB)
Resumo:
Desde janeiro de 2003, com a promulgação da lei 10.639/03 que trata da obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana modificada em 2008 pela lei 11.645/08, que dispõe - além dos conteúdos mencionados - sobre a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura dos Povos Indígenas, não é mais possível ignorar o debate sobre o caráter eurocêntrico do modelo escolar brasileiro. Também não é mais possível ignorar o ensinamento histórico dos últimos cinco séculos que nos mostrou que os africanos continentais e da diáspora que viveram – e vivem – em sociedades controladas por europeus e seus descendentes nunca encontraram um sistema educacional que privilegiasse a transmissão de suas crenças, costumes, valores e conhecimentos. Parafraseando o educador Asa Hilliard o tratamento dado aos africanos, em termos educacionais, durante a escravidão, colonização, apartheid, ideologia da supremacia branca e do embranquecimento, não é caso de negligência ou acidente. Não foi, e não é, benigno. A história deste período também nos ensinou que os africanos continentais e da diáspora somente tiveram acesso a uma educação de qualidade, entendida a partir dos critérios elencados acima, quando eles próprios construíram, controlaram e gerenciaram este sistema. Assim, é imperioso que os africanos desenvolvam e gerenciem seus modelos educacionais para garantir a transmissão, preservação e recriação de suas culturas, bem como para criarem as condições, neste mundo globalizado, de dialogarem em pé de igualdade com as outras culturas do planeta. Para contribuir no processo de construção de sistemas educacionais que verdadeiramente contemplem a pluralidade cultural das respectivas nações, o presente simpósio pretende refletir e discutir o pensamento educacional africano e afro-brasileiro. Para superar o eurocentrismo, e consolidar de vez a lei 10.639/03, urge conhecermos e pesquisarmos as formas africanas, tradicionais e modernas, de socialização de nossas crianças e jovens para que pensamento educacional europeu não reine de modo absoluto nos sistemas escolares dos países em que os afrodescendentes estão sob o controle dos europeu viabilizando, assim, a construção de modelos de educação interculturais.
Palavras chave: Educação Africana. Educação Afro-brasileira. Eurocentrismo. Racismo. Interculturalidade.
Coordenadores:
Profa. Dra. Rosilda Alves Bezerra (Universidade Estadual da ParaíbaUEPB/PPGLI)
Prof. Dr. Alcione Correa Alves (Universidade Federal do Piauí - UFPI)
Resumo:
O presente Simpósio Temático receberá textos literários africanos (assim como, igualmente, textos literários negros americanos, lidos em perspectiva individual ou comparada), que discutam as noções de identidades vigentes no atual estado do campo dos Estudos Literários no Brasil, tais como são utilizadas em alguns dos campos de disputa social: gênero, nação, etnia, classe, religião, entre outros. No processo contemporâneo de transformação social, em que a globalização é central, as formas tradicionais de identificação coletiva vêm sendo testadas, gerando novas perspectivas. O presente Simpósio Temático parte de um pressuposto teórico ao qual identidades são construções sociais, marcadores sociais de diferenças que operam sempre de maneira relacional e nunca absoluta. Neste aspecto, as identidades são definidas por contraste, apresentando-se por oposição a outras categorias e referências. Elas são também relativas em função do momento, da região, da geração, da classe, da etnia a que se referem, assumindo sempre novas variantes e usos sociais. No mundo atual, os agentes sociais reivindicam pertencimentos, a uma nação, a um gênero, a uma classe, mas paradoxalmente se notam a cada tempo mais desenraizados. A demanda por igualdade e, ao mesmo tempo, pelo direito à diferença tornou-se um desafio da nossa modernidade. Nessa perspectiva, é importante ressaltar que "rótulos de identidades sociais sejam entendidos como contestáveis em suas fronteiras" (APPIAH, p. 18, 2016). Nesse sentido, Appiah (2016) defende o modo de ver as identidades como nominais, normativas e subjetivas, traços que explicam por que hoje em dia costuma-se ser denominadas como socialmente construídas. Glissant, em A poética da relação, defende que se tornou urgente mudarmos a concepção e a vivência que temos de identidade. Trata-se para o sujeito de conceber que somente o imaginário da Totalidade-Terra - o fato de que possa viver no Lugar aberto e em relação com a Totalidade-Mundo - o levara´ a abandonar as múltiplas fronteiras (do 'eu', do 'outro', da etnia, da religião, da língua, da nação) e seus corolários, dentre os quais podemos citar a intolerância e o racismo.
Palavras-Chave: Identidades. Gênero. Nação. Etnia. Racismo.
Coordenadores:
Prof. Dr. Túlio Henrique Pereira (Universidade Federal do Piauí - PNPD/UFPI)
Prof. Dr. Francisco de Assis de Sousa Nascimento (Universidade Federal do Piauí - PPGHB/UFPI)
Resumo:
Este Simpósio Temático tem como proposta acolher resultados de pesquisa que façam uso de fontes visuais, e proponham diálogos teórico-metodológicos a partir do campo da História e da Cultura, em suas abordagens étnico-raciais e da história das sensibilidades. O objetivo é discutir os estudos empíricos e analíticos acerca das representações visuais e identitárias dos corpos negros na mídia nacional e internacional, desde que dialoguem com o atravessamento do período do Império e da Primeira República no Brasil. Nas últimas décadas os estudos acerca das imagens e dos impressos têm sido melhor representados no campo da história da cultura, graças aos estímulos proporcionados por temáticas como a história da beleza, da feiura, da masculinidade e feminilidade, das sensibilidades e do corpo, da etnicidade e corporeidade, e das representações. Contudo, os estudos das imagens e com as imagens continuam sendo desafios teóricos e metodológicos para o campo da história social, especialmente quanto a analisar procedimentos e práticas atinentes ao ofício do historiador que se volta para a História. Ainda que os estudos das imagens se mantenha desvalorizado pela maioria dos historiadores sociais, entendemos que, fotografias, pinturas, charges e caricaturas publicadas na imprensa são fontes importantes para o estudo da construção da história dos sujeitos sociais no Brasil, especialmente nos séculos XIX e XX. Nessas representações visuais é possível observar o desenho dado aos fenótipos dos corpos das pessoas, os limites das casas e das ruas, das cidades, das classes sociais, os discursos acerca da racialização e identificação dadas aos corpos de pessoas identificadas como sendo brancas e negras. Essas imagens polifônicas não são tomadas como objetos inocentes, elas são percebidas através das suas clivagens cujos interesses perpassam ideologias, preconceitos políticos, econômicos, religiosos e de gênero. Entende-se como representações visuais todo conteúdo de imagens concretas e imagens metafóricas, tais como suportes textuais que também nos evoquem imagens. Entende-se enquanto mídia os jornais impressos e virtuais, revistas, propagandas em sua diversidade de linguagem e suporte, rádio e televisão. Os estudos das e com as imagens são fundamentais para a construção da história do racialismo no Brasil. Nessa perspectiva, este simpósio temático busca favorecer o diálogo e a discussão entre diferentes leituras na relação entre história e imagens.
Palavras-chaves: História das Imagens. Imprensa. Representações Identitárias. Corpos Negros. Primeira República no Brasil.
Coordenadores:
Profa. Dra. Margareth Torres de Alencar Costa (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Prof. Dr. Alfredo Adolfo Cordiviola (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE)
Resumo:
As narrativas literárias e fílmicas produzidas por escritores no século XIX e XX caracterizaram-se pela presença do insólito, fantástico e maravilhoso. A irrupção do inconsciente do reprimido dos aspectos trilhados por determinadas culturas e tidos como naturais fazem do fantástico e maravilhoso um aspecto moderno que encantou e ainda encanta os leitores. Todorov, Chiampi, Carpentier, Donoso, Hoffman, Charles Nodier, Edgar Alan Poe, Kipling e no Brasil Machado de Assis que nos aproximou da visão de mundo de Kafka no século XX, Lima Barreto, João do Rio, Murilo Rubião além José J. Veiga no Brasil e Mia Couto em Moçambique, além dos argentinos Jorge Luís Borges e Júlio Cortázar. O dado que nos aproxima de todos eles, é o fato de colocarem em primeiro plano uma sugestão visual. Interessante também é observar a forma como estas narrativas são transpostas ao cinema e analisar a forma como se deu a referida transposição. O homem tem medo de si mesmo, medo de seus desejos, teme a violência que o monstro adormecido dentro de si pode revelar. Este homem comum entregue ao pesadelo de sua existência que servirá de inspiração para a literatura. Assim, propõe-se o estabelecimento de um diálogo entre narrativas que muitas vezes espelham o contexto sociocultural de cada época. Ao longo do século XX é possível perceber o surgimento e evolução de um tipo de fantástico passível de atender as necessidades do homem contemporâneo.
Palavras chave: Literatura fantástica e maravilhosa. Narrativa literária e fílmica; séculos XIX e XX.
Coordenadores:
Profa. Dra. Maria Suely de Oliveira Lopes (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Profa. Dra. Stela Maria Viana Lima Brito (Instituto de Ensino Superior Múltiplo - IESM)
Resumo:
A literatura afro-brasileira no domínio escolar abre caminho para um novo olhar na educação, levando em conta a diversidade histórica e identitária que constitui a sociedade brasileira. Esse novo olhar diz respeito às novas práticas pedagógicas, com prioridade para as relações étnico-raciais, no sentido de acabar com as antigas práticas eurocêntricas carregadas de preconceitos e discriminação em relação aos negros e afro-brasileiros em que tinha como base a hegemonia racial devido à influência europeia. De acordo com a Lei 10.639/200 que se atenta ao ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana na Educação Básica, procura-se assegurar a todos o direito à igualdade de cidadania e de acesso aos bens culturais, bem como do reconhecimento da história e das culturas que compõem a nação brasileira, de modo particular a da população afro-brasileira. A Lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional alterada pela Lei correspondente 10.639/2003 que institui o ensino de História e Cultura Afro-brasileira na educação básica, hoje, lei esta que institui a não obrigatoriedade, mas que ainda tem como objetivo reforçar a identidade cultural da população negra nas instituições de ensino quer seja pública, quer seja privada. A inclusão da literatura afrodescendente nos estudos literários do ensino básico leva a um descentramento do enfoque do sistema literário nacional, incluindo-se novas escrituras e novas vozes com todas as implicações que abrangem essa mudança, desde a necessidade de conceituar o termo literatura afro-brasileira à pratica da leitura e interpretação de textos que coloquem em foco as questões históricas, culturais, sociais e identitárias. Sendo assim, a mesma, não pode ser compreendida apenas como um projeto que se institua fora do contexto da literatura canônica nacional, que, por sua vez, exige, evidentemente, outra forma de problematização, necessitando ser focalizada como um sistema plural e heterogêneo engendrado dialeticamente a partir de fragmentos que o compõem em movimentos de afirmações, rupturas e ressignificações. Pelo exposto, esse simpósio objetiva refletir sobre as práticas de leitura e interpretação de textos afro-brasileiros em sala de aula. Para ampliar a discussão, recebem-se trabalhos que discutam questões históricas, culturais, sociais e identitárias.
Palavras- Chave: Literatura. Afro-Brasileira. Ensino.
Coordenador:
Prof. Dr. Natalino da Silva de Oliveira (Instituto Federal do Sudoeste de Minas - IFS-MG - Campus Muriaé)
Resumo:
A proposta do simpósio "Estéticas Periféricas: narrativas em diferentes telas" almeja desenvolver a reflexão de estudos sobre as diferentes narrativas em diferentes telas com abordagem específica de estéticas periféricas e que possuam relação com as culturas: africana, afro-brasileira e/ou indígena. A reflexão perpassará os seguintes temas: grafite, estéticas periféricas e espaço urbano, poesia e hip-hop, funk, literatura periférica, pichação. Ou seja, o objetivo é abordar a periferia enquanto autoria e/ou tema artístico nas mais diversas mídias. A partir desses pressupostos, cabe questionar: 1 - Qual o papel da Arte na visibilidade e do poder de fala de indivíduos que se encontrem em situação de subalternidade; 2 - O papel da Arte em estratégias de resistência e/ou sobrevivência; 3 - As possibilidades estéticas da periferia; 4 - Estéticas Periféricas e política; 5 - Marginalização x Estética Periférica; 6 - Estética Periférica; 7 - Estéticas Periféricas e Arquitetura; 8 - Atritos entre periferização e centralização; 9 - Territorializações e identidades. O interesse é a análise expressões artísticas que apresentem narratividade e que sejam produzidas por sujeitos subalternizados, em situações de vulnerabilidade e/ou marginalizados; além disso, as expressões artísticas híbridas, disformes e/ou que não se encaixam no mainstreamcultural. A arte em sua linguagem periférica sempre existiu como forma de resistência ou de denúncia social, tal como afirma o rapper Criolo "os grafites gritam" ("Não existe amor em SP" - Nó na orelha 2011). Deste modo, o simpósio busca mapear expressões estéticas periféricas e refletir sobre os conceitos de Arte e Estéticas retirando-o de espaços territorialmente e socialmente elitizados.
Coordenadores:
Profa. Dra. Iraneide Soares da Silva (Universidade Estadual do Piauí - UESPI/NEPA)
Prof. Dr. Solimar de Oliveira Lima (Universidade Federal do Piauí - UFPI/IFARADÁ)
Resumo:
A proposta deste Simpósio é criar um espaço para discussão multidisciplinar com investigações que tenham como objetivo refletir sobre as experiências históricas dos africanos e seus descendentes no Brasil e na diáspora africana, com focos nos mundos do trabalho de homens e mulheres negras; nas marcas da violência, mas sobretudo das resistências coletivas e individuais; nas expressões culturais impressas música, dança, capoeira, jongo, reisado, religião, no maracatu, na ciranda, nas nossas vestimentas e alimentação; na formação dos quilombos como marcas de luta e resistência; no pós-abolição, que não significou necessariamente incluir os afrodescendentes, tão pouco abolir o racismo da sociedade para o exercício pleno da cidadania. Será um espaço amplo que comporta as reflexões sobre: as Áfricas; os povos africanos da diáspora africana nas américas; os afro-descentes nas diversas diásporas; África e africanidades na sala de aula; história e cultura afro-brasileira e africana; mulheres e homens negros; história da criança negra; história dos quilombos; história e políticas afirmativas; dentre outras possibilidades investigativas na sua amplitude e interdisciplinaridade. Considerando que, a história da diáspora africana e suas repercussões na trajetória do nosso país, nem sempre estiveram presentes ou foram objetos do discurso historiográfico, constituindo assim, uma séria lacuna na historiografia brasileira, algo que ficou mais evidente, com a institucionalização da obrigatoriedade do seu estudo no âmbito legal. Considerando que, a recente história do Brasil, nos delega, enquanto acadêmicos/as, pesquisadores/as, professores e professoras, bem como às instituições de ensino básico e superior, a missão de aprender, compreender, debater, pesquisar e ensinar a história e cultura afro-brasileira e africana, em cumprimento aos artigos 26A e 79B que altera a Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/LDBN) que agrega a partir de 2003 os citados artigos. Dever, reparar, repensar o devir faz-se necessário, pois bem sabemos enquanto sujeitos históricos, historiadores e pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, que não podemos ignorar os cinco séculos da presença negra no Brasil e o que esses significam hoje? Resistências e sororidades. Ou seja: luta pela preservação da cultura de matriz africana; luta pela igualdade de direitos e, pelo respeito aos direitos humanos. Desse modo, precisamos destituir o olhar paternalista, ou o meramente econômico, mas de forma mais ampla, compreender a todos e todas como agentes de sua própria história. Nessa perspectiva, apostamos que, avançarmos nas reflexões e produções acadêmicas é condição necessária para que se possa vislumbrar mudanças de paradigmas, mas também, de atitude das pessoas, desde as mais simples as letradas.
Palavras-Chave: História e Memória. Cultura e Resistencia Negra. Diáspora Africana.
Coordenador:
Prof. Dr. Messias dos Santos Santana (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Resumo:
A capacidade de estabelecer comunicação por meio da linguagem é, segundo se pode depreender de Benveniste (2005 [1966]), o que caracteriza a espécie humana. Por sua vez, a existência da linguagem pressupõe, ainda em conformidade com esse autor (op. cit.), a vivência em sociedade, pensamento esse que, em certa medida, coincide com o que propõem Whitney (2010[1875]) e Sapir (1971 [1921]). Fica evidente, dessa maneira, a intrínseca relação entre linguagem - e, consequentemente, entre língua - e sociedade, incluindo-se, nesse quadro, a cultura à qual cada sociedade se encontra imersa. Destaque-se, no entanto, que, por muito tempo - entenda-se século XIX e primeira metade do século XX -, essa relação não foi muito explorada, centrados que estavam os linguistas no estudo da estrutura interna das línguas, abordagem essa culminada na célebre frase final do Curso de Linguística Geral: "[...] a Linguística tem por único e verdadeiro objeto a língua considera em si mesma e por si mesma" (SAUSSURE, 2002 [1916], p.271). Embora tal perspectiva tenha oferecido importantes contribuições acerca da estrutura das línguas, inclusive de línguas africanas (cf. COELHO, 1881), a partir da segunda metade do século XX o estudo linguístico que considera a língua em seu contexto sócio-histórico e cultural - algo já proposto por autores como Meillet (1965 [1921]) - ganha maior destaque - e, por consequência, mais adeptos -, a partir, por exemplo, de pesquisas realizadas por Labov (1972; 1994), proporcionando, dessa forma, novos horizontes - quer em estudos sincrônicos, quer em diacrônicos - acerca do como e do porquê a estrutura interna e a semântica de determinada língua se caracteriza tal como se apresenta. Tendo, pois, por consideração todo o exposto, este simpósio visa a reunir estudos linguísticos - quaisquer que sejam as perspectivas teóricas e/ou áreas da Linguística - que tenham como foco a descrição de línguas empregadas por populações negras e/ou a descrição de usos linguísticos que tenham o negro como referência.
Palavras-chave: Linguagem. Sociedade. Sociolinguística. Semântica. Estrutura da língua.
Coordenador:
Prof. Dr. João Paulo Peixoto Costa (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí-IFPI)
Resumo:
O presente simpósio tem como objetivo congregar pesquisadores de diferentes campos de estudo e níveis de formação - professores, alunos de graduação e pós-graduação ou interessados na história dos índios de fora da academia - que reflitam sobre a atuação dos povos indígenas na condição de protagonistas de diferentes contextos históricos e lidando com os mais diversos grupos (autoridades administrativas, proprietários, militares, religiosos, escravos, negros libertos, ciganos, brancos pobres, mestiços etc.). Durante séculos de contatos, políticas governamentais e legislações abertamente obrigavam os índios a abandonar suas tradições ancestrais e adotar hábitos europeizados - nos âmbitos religiosos, familiares, de trabalho, de vestiário etc. Os índios, por sua vez, operacionalizavam tais coerções, e, longe de assumirem posições passivas, procuravam agir em benefício próprio e de suas comunidades a partir desses mesmos elementos que eram obrigados a vivenciar, praticando culturas políticas próprias, indígenas. Com a formação do Estado nacional brasileiro e o desenvolvimento de uma conjuntura a eles extremamente negativa, o silêncio em torno de suas identidades foi, muitas vezes, uma questão de sobrevivência a diversas comunidades. Entretanto, principalmente com a promulgação da Constituição de 1988 - que contou com a atuação de índios e indigenistas - várias etnias, que até então viviam mudas em relação à suas memórias e ancestralidades, passaram a se manifestar vigorosamente. Apesar da renovação da historiografia iniciada há mais de 20, os discursos que relegam os índios a um papel coadjuvante nos mais diversos contextos históricos, e que mais se assemelham a uma "crônica do massacre", continuam comuns, inclusive na academia. Entretanto, novos movimentos indígenas demandam cada vez mais dos governos, das escolas, de pesquisadores e das universidades que as visões sobre o passado do Brasil, em todo o seu mosaico de situações, levem em conta a atuação e o protagonismo dos grupos subalternos, especialmente dos índios, enquanto sujeitos ativos e coautores de suas próprias trajetórias.
Palavras-chave: Índios. História. Protagonismo.
Coordenadora:
Profa. Dra. Cristiana Costa da Rocha (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)
Resumo:
O presente simpósio temático tem como objetivo oportunizar um espaço de debate, divulgação de resultados e troca de experiências de pesquisadores que se dedicam ao estudo das experiências de homens e mulheres no mundo rural no Brasil entre meados do século XX e a contemporaneidade. Interessa-nosas estratégias de sobrevivência desses sujeitos; suas condiçõesde vida e trabalho; migrações; resistência; a problemática das fronteiras; a sociabilidade rural; dentre outras possibilidades.
Palavras-Chave: Ruralismo. Trabalho. Condição de vida

Instruções para Submissão
Comunicações Orais e Pôsteres

PERÍODO DE INSCRIÇÃO PARA COMUNICAÇÃO EM SIMPÓSIO: 10/08 A 20/09/2017;

A relação dos trabalhos aprovados para Comunicação Oral em Simpósios e apresentação em Pôster será divulgada no site do evento até 15/10/2017;

A submissão dos resumos deve seguir as orientações abaixo:

  • Conter no mínimo 150 e, no máximo, 300 palavras;
  • Palavras-chave: de 3 (três) a 5 (cinco);
  • Fonte: Times New Roman;
  • Tamanho 12;
  • Justificado;
  • Espaçamento simples;
  • Título do trabalho: centralizado, caixa alta e negrito;
  • Nome do (s) autor(es) seguido do nome da instituição de origem, com iniciais do(s) nome(s) maiúsculas e a sigla da instituição entre parênteses, sem negrito. Exemplo: Maria José Mendes (UESPI);
  • Cada Comunicação Oral em Simpósios temáticos deve conter no máximo 2 (dois) componentes, ou seja, 1 (um) autor e 1 (um) coautor, os quais devem estar devidamente inscritos no evento para ter direito a certificação;
  • Alunos de graduação não podem se inscrever em Simpósios, podendo, portanto, inscreverem-se para apresentação de Pôster, mediante a orientação de professores (mestrandos, mestres ou doutores). Contudo, alunos que desenvolvem ou desenvolveram projetos de iniciação científica podem apresentar trabalho na Sessão de Comunicação Oral, conforme o aval do seu orientador e obedecendo às normas estabelecidas pela comissão.
  • OBSERVAÇÃO: Cada participante poderá inscrever até dois trabalhos (autoria individual e coautoria). Cada autor ou coautor deverá estar devidamente inscrito no evento e presente durante a apresentação do trabalho.
  • Cada Simpósio aceitará no mínimo 10 (dez) e, no máximo, 30 (trinta) trabalhos.
  • Os trabalhos considerados excedentes durante a avaliação dos Coordenadores de Simpósios, mediante a reavaliação da Comissão Organizadora do evento, poderão ser ou remanejados para outro Simpósio afim, ou recusados conforme os critérios de seleção da Comissão.
  • A avaliação dos resumos submetidos será realizada, exclusivamente, pelos Coordenadores do Simpósio.
  • A inscrição será efetivada através do site: http://nepa.uespi.br/

Eixos Temáticos

  • 01. Literaturas Africanas
  • 02. Literaturas Afrodescendentes das Américas
  • 03. Literaturas Afrodescendentes na Diáspora
  • 04. Literatura Afro-Brasileira
  • 05. Literatura Afrodescendente na América Latina e Caribe
  • 06. Literaturas Afrodescendentes e Relação de Gênero
  • 07. Literatura Afrodescendente e Direito
  • 08. Religiões de Matriz Africana
  • 09. História e Cultura da Diáspora e dos Povos Africanos
  • 10. História e Cultura dos Povos Indígenas
  • 11. Educação para as Relações Étnico-Raciais
  • 12. Cinema e Educação da Cultura Africana e dos Povos Indígenas
  • 13. Vocábulos das Línguas Africanas e Ameríndias na Formação da Língua Portuguesa no Brasil
  • 14. Música, Cantos e Canções da Tradição Africana
  • 15. Narrativas Escravas e Relatos de Testemunho Afrodescendentes
  • 16. Narrativas orais da Tradição Africana e da Diáspora
  • 17. Cultura e Sociedade dos Povos Africanos e dos Povos Indígenas
  • 18. Territórios Quilombolas, Memória e Resistência.
  • 19. Ancestralidade africana na literatura afro-brasileira
  • 20. Filosofias africanas
  • 21. A mulher na literatura afro-brasileira
  • 22. As relações étnico-raciais nas narrativas afro-brasileiras
  • 23. Literatura e educação indígena no Brasil na contemporaneidade
  • 24. A diáspora negra e dos povos originários no Brasil
  • 25. Literatura e direitos indígenas
  • 26. A mulher na literatura indígena
  • 27. Literaturas africanas de língua portuguesa

Edição de Pôster

O pôster é um meio de comunicação visual. É uma fonte de informação do trabalho realizado, complementada por sua apresentação oral. A rigor, um pôster é um sumário e uma divulgação daquilo que foi pesquisado.

Dicas de como preparar um pôster:

  • Tente ser efetivo na disposição visual dos dados. O pôster é um resumo ilustrado.
  • Mostre o que mais importa de sua pesquisa, o que foi realizado, como foi realizado e o que se recomenda ou se conclui. Evite enfocar os métodos. Os resultados e implicações são mais relevantes.
  • Utilize gráficos, figuras e textos, preferencialmente coloridos, bem distribuídos ao longo do pôster (evite número excessivo de cores).
  • Utilize títulos para destacar objetivos, resultados, conclusões, dentre outros. Organize em colunas as seções para melhor visualização e leitura.
  • O texto deve ser visível a uma distância de um metro, aproximadamente.

Planejamento e preparação do pôster:

  • Planeje seu pôster com antecedência, escreva imediatamente a introdução e a metodologia, e lembre-se de rever o texto e suas ideias com o orientador e colaboradores.

Texto:

  • Utilize para o título fonte 90 pts, negrito. Para os subtítulos utilize fonte 72 pts. Nesta área coloque:
  • Título do plano de trabalho, autores e Departamentos. O restante do pôster deve conter: Introdução, Metodologia, Resultados, Conclusões e, se necessário, Agradecimentos.
  • As referências bibliográficas podem estar numa folha à parte, disponível para a audiência e/ou como forma de lembrança. Textos auxiliares podem ser em fonte 18 ou 20 pts. Não esqueça de verificar ortografia antes da impressão final.

Disposição Visual Tamanho recomendado para o pôster:

  • Largura – 90 cm Altura – 100 a 120 cm.
  • É obrigatório que o pôster seja confeccionado com cordão para pendurar.

Oficinas e Minicursos

A oficina:
Constitui-se como espaço formativo, em que são ofertadas atividades práticas que proporcionam novos conhecimentos e vivências. A oficina visa a explorar uma situação-problema, metodologia, técnicas, fazer artístico, e processos aplicáveis, práticas de intervenção pedagógica e social.

O minicurso:
O minicurso é um tipo de atividade formativa, no formato de um curso compactado, que abrange uma diversidade de metodologias – expositivas, participativas, dialogadas, com realização de atividades para a consolidação de conceitos e/ou compreensões mais aprofundadas sobre um dado assunto. São espaços onde são ofertadas atividades de caráter mais teórico, que proporcionam novos conhecimentos e vivências, a partir da experiência dos proponentes do trabalho nas áreas temáticas do ÁFRICA BRASIL, 2017.

Orientações Gerais:

  • a) as oficinas e minicursos terão duração de no máximo 4 horas;
  • b) serão aceitas propostas individuais ou coletivas (até três oficineiros e/ou ministrantes);
  • c) o texto deverá ter, na íntegra, entre 11 mil e 15 mil caracteres, desde o título até as referências.

As propostas de oficina e/ou minicurso deverão ser sistematizadas no formato de um plano de oficina/minicurso e adequarem-se a seguinte estrutura:

  • Identificação: Título da oficina/minicurso em caixa alta e negrito, centralizado; nome completo dos proponentes/autoria; indicação da categoria (oficina ou minicurso); eixo temático do ÁFRICA BRASIL. As informações específicas de cada proponente/autor deverão ser colocadas em notas de rodapé vinculadas aos respectivos nomes. Exemplo: se estudante, mencionar o curso, universidade; se pós-graduando, profissional da rede de ensino, instituições, etc. e informar e-mail.
  • Justificativa (sinalizar a relevância do trabalho para a formação do público alvo, demanda que se tem de explorar o assunto proposto na atividade e como pode contribuir com políticas públicas na área da educação especial. É necessário destacar que toda oficina, sendo prática, fundamenta-se em preceitos teóricos que podem ser mencionados);
  • Objetivos (geral e específicos almejados com a realização da oficina, considerando o que se espera atingir com a proposta de formação na modalidade de oficina ou minicurso);
  • Metodologia: descrever como se dará a didática dos ministrantes e descrever passo a passo as sequências do trabalho de formação teórica, no caso dos minicursos e suas atividades correspondentes e, no caso das oficinas, descrever as atividades práticas propostas a serem desenvolvidas ao longo da oficina e, no caso de produção de material, detalhar esse processo;
  • Recursos Materiais: listar o que será utilizado na oficina/minicurso para que as experiências possam ser replicadas por profissionais interessados, já que os planos de oficina serão disponibilizados numa coletânea online no site do evento;
  • Avaliação: descrição das estratégias, recursos e/ou instrumentos a serem utilizados para avaliação das atividades desenvolvidas na oficina ou minicurso pelos participantes.
  • Referências e anexos (quando houver).

Observações:

  • a) as propostas de oficina e minicurso deverão adequar-se às normas e atender à necessidade de ser um trabalho prático que apoie as ações na educação especial.
  • b) poderão ser usadas imagens para ilustrar os trabalhos
  • c) a organização do evento disponibilizará espaço físico, os equipamentos como notebook, projetor e caixa de som, desde que informada a necessidade no ato da inscrição.

 

Cronograma


Etapa Prazo
Submissão de proposta para Minicursos e Oficinas 04/09/2017 a 08/10/2017 afrabra2017resumo@gmail.com
Titulação Mínima: mestrando(a)
INSCRIÇÕES ABERTAS
Resultado da Seleção de Minicursos e Oficinas 17/10/2017 On-line (www.nepa.uespi.br)
Submissão de inscrições para participação em Minicursos e Oficinas 20/10/2017 a 01/11/2017 Registre seu CPF e acesse a Área Restrita Nova Inscrição
Submissão dos Simpósios 21/06/2017 a 06/08/2017 afrabra2017resumo@gmail.com ENCERRADO
Submissão de Comunicações Orais e Pôsteres nos Simpósios PRORROGADO 10/08/2017 a 30/09/2017 Registre seu CPF e acesse a Área Restrita Nova Inscrição
Resultado da Seleção de Trabalhos 15/10/2017 On-line (www.nepa.uespi.br)

Nota Explicativa 1
Os trabalhos como minicursos, comunicações orais e pôsteres podem ser apresentados em português, inglês ou espanhol.
The works such as minicourses, oral communications and posters can be presented in Portuguese, English or Spanish.
Los trabajos como minicursos, comunicaciones orales y pósteres puedem ser presentados em portugués, inglés o español.

Observações
Exigência mínima para submissão das propostas de Minicursos: mestrando(a)(s).
Para ministrar as oficinas não há necessidade de titulação acadêmica.
Eixos temáticos para as oficinas:

  • Dança afro-brasileira e indígena
  • Moda afro-brasileira e indígena
  • Artes cênicas afro-brasileiras e indígenas
  • Artes visuais afro-brasileiras e indígenas
  • Artesanato afro-brasileiro e indígena

 

Inscrições


Aluno de Graduação
(Com Apresentação de Trabalho)

Aluno de Pós-Graduação
(Com Apresentação de Trabalho)

Professor do Ensino Básico
(Com Apresentação de Trabalho)

Professor do Ensino Superior
(Com Apresentação de Trabalho)

Ouvinte
(Sem Apresentação de Trabalho)

Inscrição até 30/09

R$ 50,00

Inscrição até 30/09

R$ 80,00

Inscrição até 30/09

R$ 80,00

Inscrição até 30/09

R$ 100,00

Inscrição até 30/09

R$ 40,00

Inscrição a partir 01/10

R$ 70,00

Inscrição a partir 01/10

R$ 100,00

Inscrição a partir 01/10

R$ 100,00

Inscrição a partir 01/10

R$ 120,00

Inscrição a partir 01/10

R$ 60,00

Minicurso

R$ 30,00

Minicurso

R$ 30,00

Minicurso

R$ 30,00

Minicurso

R$ 30,00

Minicurso

R$ 30,00

*ADHILAC-Brasil

R$ 50,00
+ Filiação R$ 35,00

*ADHILAC-Brasil

R$ 50,00
+ Filiação R$ 35,00

*ADHILAC-Brasil

R$ 50,00
+ Filiação R$ 35,00

*ADHILAC-Brasil

R$ 50,00
+ Filiação R$ 35,00

*ADHILAC-Brasil

R$ 50,00
+ Filiação R$ 35,00

Inscreva-se Inscreva-se Inscreva-se Inscreva-se Inscreva-se
*Observações ADHILAC-Brasil
* É obrigatória a inscrição no África Brasil 2017;
* Não é necessário se inscrever na Adhilac para participar do África Brasil;
* A inscrição na Adhilac é obrigatória somente para quem deseja receber os 2 (dois) certificados: do África Brasil e o certificado da Adhilac.

I Encontro Internacional de Culturas Afrodescendentes e Indígenas da América Latina e Caribe, realização Adhilac-Brasil em parceria com o NEPA fica com o valor único de inscrição de R$ 50,00 (cinquenta reais), para todas as categorias, sendo necessário ainda que todos os participantes sejam filiados à Adhilac-Brasil, com a respectiva ficha de filiação preenchida e anuidade de 2017 devidamente quitada, no valor de R$ 35,00 (trinta e cinco reais).
Instruções para filiação:
1) Preencher a ficha de filiação Ficha de Filiação
2) Enviar ficha de filiação devidamente preenchida e cópia do comprovante de depósito para o email adhilacbr@gmail.com


 

Hospedagem e Turismo


Hospedagem

Hotel Velho Monge

R. David Caldas, 722 - Centro (Sul)
(86) 3222-8694
1,9 Km do local do evento
Facebook

Luxor Piauí Hotel

Pça. Marechal Deodoro, 310 Centro, CEP: 64.000-160
(86) 3131-3000
2,6 Km do local do evento
Website

Real Pálace Hotel

R. Areolino de Abreu, 1217, Centro, CEP: 64.000-180
(86) 2107-2700
2,5 Km do local do evento
Website

Lis Hotel

R. São Pedro, 1961 - Centro, CEP: 64.001-260
(86) 3226-2600
3,6 Km do local do evento
Website

Metropolitan Hotel

Av. Frei Serafim, 1696 - Centro, CEP: 64.001-020
(86) 3216-8000
3,7 Km do local do evento
Website

Hotel Ibis Teresina

R. Primeiro de Maio 450 – Centro, CEP: 64.001-430
(86) 2106-2000
3,7 Km do local do evento
Website

Palacio do Rio

Av. Ininga, 1325 - Jóquei
(86) 4009-4600
5,1 Km do local do evento
Website

Blue Tree Towers Rio Poty Hotel

Av. Mal. Castelo Branco, 555, Ilhotas, CEP: 64.014-058
(86) 4009-4009
5,2 Km do local do evento
Website

Alimentação

Restaurante São João

R. João Cabral, 2340 – Pirajá
(86) 3213-1472
290 m do local do evento

La Ganadaria

R. Rui Barbosa, 2272 - Centro (Sul)
(86) 3213-1101
600 m do local do evento

Coco Bambu

R. Prof. Joca Vieira, 1227 - Jóquei
(86) 3232-8100
4,8 Km do local do evento

Favorito Comidas Típicas & Churrascaria

R. Angélica, 1059 - Bairro de Fátima
(86) 3232-2020
4,9 Km do local do evento

O Pesqueirinho

Alameda Domingos Jorge Velho, 6889 - Poti Velho
(86) 3225-2268
5,5 Km do local do evento

Shopping Rio Poty

Av. Castelo Branco, 911 - Porenquanto
(86) 3217-3260
3,9 Km do local do evento

Shopping Riverside

Av. Ininga, 1201 - Jockey Clube
(86) 3230-2030
5,5 Km do local do evento

Teresina Shopping

Av. Raul Lopes, 1000 - Noivos
(86) 3230-2000
5,9 Km do local do evento

Cinemas

Cinépolis Rio Poty Shopping

Av. Castelo Branco, 911 - Porenquanto
(86) 3217-3260
3,9 Km do local do evento

Cinemas Teresina Shopping

Av. Raul Lopes, 1000 - Noivos
(86) 3230-2000
5,9 Km do local do evento

Parques

Parque Lagoas do Norte

Av. Boa Esperança - Matadouro
(86) 3213-8640
2,2 Km do local do evento

Parque Estação da Cidadania

Av. Frei Serafim, 110, Centro
3,5 Km do local do evento

Parque da Cidade

Av. Duque de Caxias, 3470-1 – Primavera
3,9 Km do local do evento

Complexo Turístico da Ponte Estaiada

Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França, Avenida Raul Lopes s/n
4,4 Km do local do evento

Parque Ambiental Encontro dos Rios

R. Des. Flávio Furtado - Olarias
5,7 Km do local do evento

Parque Potycabana

Av. Raul Lopes, s/n - Noivos
6,0 Km do local do evento

Parque Floresta Fóssil

Av. Raul Lopes, 2142 - Noivos
6,5 Km do local do evento

Parque Zoobotânico de Teresina

Av. Kennedy, S/N - Morros
10,6 Km do local do evento

Bares/ Cafés/ Restaurantes

Badauê (Frutos do Mar)

R. Alagoas, 368 – Pirajá
(86) 3213-5677
Aberto todos os dias a partir das 17h
0,6 Km do local do evento

Gelaguella

Av. Campos Sales, 1987 - Centro (Sul)
(86) 3225-1677
Aberto todos os dias a partir das 17h
2,5 Km do local do evento

Seu Boteco

Av. Nossa Sra. de Fátima, 1867 - Fátima
(86) 3303-6080
Aberto todos os dias a partir das 18h
4,5 Km do local do evento

Café Viena

R. Monsenhor Gil, 3025 - Frei Serafim
(86) 3221-2239
Aberto todos os dias a partir das 18h
4,6 Km do local do evento

Fazendária Café

Av. Dom Severino, 1025 – Fátima
(86) 3234-4410
Aberto todos os dias a partir das 16h
5,3 Km do local do evento

Texas (Picanharia)

R. Thomaz Tajra, 1575 – Jóquei
(86) 3233-5514
Aberto todos os dias a partir das 11h
5,7 Km do local do evento

Café del Mar

Av. Senador Área Leão – Jóquei
(86) 98141-1139
Aberto às sextas-feiras e domingos a partir das 16h e aos sábados a partir das 22h
7,0 Km do local do evento

Museus

Museu do Piauí

Praça Marechal Deodoro, S/n - Centro (Sul)
(86) 3221-6027
Aberto de segunda a sexta-feira das 8h às 17h
2,7 Km do local do evento

Casa da Cultura de Teresina

R. Rui Barbosa, 348 - Centro (Sul)
(86) 3215-7849
Aberto de segunda a sexta-feira das 8h às 18h
3,2 Km do local do evento

Museu da Arte Sacra Dom Paulo Libório

R. Olávo Bilac, 1481 - Centro (Sul)
(86) 3226-4025
Aberto de segunda a sexta-feira das 8h às 18h
4,0 Km do local do evento